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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Que Cristo é para os Crentes

I. NOSSA FORÇA
"A força da minha vida" - Salmo 27:1

Antes de sermos salvos, possuíamos somente a força da nossa carne. Com essa força carnal não podíamos agradar a Deus nem nos submeter à lei (Rom 8:8) ou ainda compreender as coisas do Espírito de Deus (I Cor 2:14). Desde o nosso nascimento na carne, falamos mentiras (Sal 58:3) e somos totalmente descritos pela Palavra de Deus como sendo desde a planta dos nossos pés até a cabeça não como casa sã, "senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo" (Isa 1:6). Realmente, com um coração enganoso e perverso (Jer 17:9) nós, na carne, nos tornamos inimigos de Deus (Rom 8:7). Sendo assim somos considerados mortos e condenados por Ele (Rom 3:23; 5:12; 6:23).

Por Deus ser "riquíssimos em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo" (Efés 2:4,5). Por Cristo recebemos "todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais" (Efés 1:3) e assim, estando em Cristo, podemos dedicar louvor e glória a Deus por sua graça (Efés 1:6). Deus dá-nos, através de Cristo, e só por Cristo, (João 14:6) uma nova natureza (II Cor 5:17; II Ped 1:4) e um entendimento para conhecermos o que é verdadeiro (I João 5:20). Deus vêm morar em nós através do Seu Espírito Santo (I Cor 6:19) e devido a obra do Espírito Santo sabemos obedecer ao Nosso Deus (João 14:26).

O preço do pecado foi pago com a morte de Jesus Cristo e o poder do pecado foi quebrado com a ressurreição de Cristo (I Cor 15:55-57) e por isso não somos mais dominados pelo pecado (Rom 6:11-14). "Maior é o que está em vós do que o que está no mundo" relata João (I João 4:4). Mesmo tendo a última vitória e a vitória final sobre o pecado por Cristo ainda temos, enquanto estamos vivos na carne, a presença do pecado. A presença do pecado na nossa carne guerreia contra o Espírito de Deus que vive em nós, nossa nova natureza, e isso em muitas vezes faz o crente sentir-se um miserável (Rom 7:14-24).
Cristo traz ao crente inúmeras benções gloriosas não só no porvir quando o veremos face a face mas também agora neste presente século. Essas belezas apontam como nós podemos ter a vitória, agora, até que o vejamos pessoalmente. Queremos estudar as belezas que temos em Cristo e por elas sermos ensinados a renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas para que vivamos "sóbria e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tito 2:12-14).

"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Filipenses 4:13
O Crente não é exposto aos perigos e aos poderes do Maligno sozinho. Ele não precisa ter uma vida vitoriosa por suas forças. Cristo é "a força da minha vida" então "de quem me recearei?" Cristo tem tanto a vontade de desejar quanto a força necessária para que se cumpra o desejo. Essa força está evidente na vida do crente das seguintes maneiras:

A. Resistir a Tentação

Cristo, ainda em forma de homem, passou por tentações e assim enfrentou pessoalmente a Satanás que em nenhuma instância quis poupar a Esse que veio o derrubar (Mat. 4:1-11). Nessas tentações Jesus, semelhante a nós "em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Heb 4:14-16) nos mostrando que, pelo seu poder, também podemos vencer esse mal sempre presente. Não há razão para que não retenhamos firmemente a nossa confissão. Cristo já passou por estas situações, venceu e é a nossa força que nos facilita um escape das mesmas situações (I Cor 10:13).
Durante as tentações, como fez Cristo, só podemos ter a vitória lembrando-nos da Palavra de Deus aplicando-a à nossa situação. A nossa força durante as tentações é Cristo e não a nossa carne. Quando Satanás vier nos tentando temos a instrução de Pedro; "Ao qual resisti firmes na fé" (I Ped 5:9), e somos lembrados por Tiago a chegarmos a Deus, e Ele se chegará a nós (Tiago 4:7-8). Chegando a Deus lembraremo-nos da nossa relação com Deus por Cristo. Lembrar-se de Cristo nestas horas opera dando-nos força para resistirmos a Satanás, quem Cristo já venceu. Medite sempre nas obras de Cristo.

B. Persistir no Caminho da Santidade

A carne é fraca e vai se enfraquecendo a cada dia. As situações e os problemas em nossa vida nos desafiam a ponto de parecer que logo desfaleceremos e perderemos qualquer avanço que pela graça de Deus temos alcançado. A nossa força é pequena e a batalha é longa, séria e sombria. Há provocações que podem desafiar até mesmo os grandes na fé (I Cor 11:24-29). Em tudo, Cristo é a nossa força. Temos embaraços (impedimentos) na vida e sempre temos "o pecado que tão de perto nos rodeia". A solução é estarmos "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" e considerando "Aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo". Olhando para Jesus podemos ser animados para que não enfraqueçamos, desfalecendo nossos ânimos (Heb 12:1-4). Não resistimos até o sangue, combatendo contra o pecado. Vamos, então, olhar mais para Cristo e assim seremos resolutos e continuaremos na batalha. Medite na fidelidade de Cristo em face aos obstáculos.

C. Obedecer os Mandamentos

Há tantos mandamentos que Cristo deixou para nós guardamos que precisamos continuamente ser relembrados de todas as coisas que Ele nos tem mandado (Mat. 28:20). Há tanta fraqueza por parte da carne para obedecer que se não tivermos algo para nos ajudar, seremos vencidos. Apesar da seriedade dos preceitos que devemos cumprir ("Sede santos" I Ped 1:16; "sede vós pois perfeitos" Mat. 5:48) e apesar da fraqueza da nossa carne, podemos agradar o Santo e Perfeito por Cristo. "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Fil. 4:13). Não batalhamos em obediência a força da carne (batalhamos para morremos à carne!) mas em obediência aos mandamentos de Deus, com a força de Deus (Efés 6:12). Nessa batalha, Cristo é Quem nos capacita. Medite na obediência de Cristo.
"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" Hebreus 12:2
D. Amar uns aos outros

Cristo ocupou muito do seu tempo em oração quando esteve aqui na terra e muitas orações foram dirigidas em favor a aqueles que o seguiam. Cristo desejava o amor com que Deus o amava estivesse com os discípulos. Cristo deu o Seu mandamento que é este: "Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (João 15:12). Cristo é a força que nos capacita para amarmos uns aos outros, pois por Ele conhecemos o amor de Deus em primeira instância. Cristo é a força que nos capacita para amarmos uns aos outros, pois entre o seu mandamento e a operação do Espirito Santo não pode haver oposição. Medite na maneira como Cristo amou e procure a obra de Deus para amar aos outros.

E. Perdoar Nossos Devedores

Parte da ação de amar um ao outro é perdoar um ao outro. Temos o exemplo de Cristo para amar e temos Ele como modelo para perdoar. Efés 4:32 nos ensina, "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." Pense nas ações contra Cristo e Ele as perdoou para dar-nos um exemplo de perdão em relação a aqueles que são nossos opositores. (Lucas 22:26-43, "Pai, perdoa-lhes, porquê não sabem o que fazem."). Veja que Cristo é a força que nos capacita para que façamos o que agrada á Deus, inclusive perdoar um irmão de algo inferior ao que Deus já nos perdoou por Cristo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Um encontro com Deus.

       











           Quando estamos na presença de Deus, mudanças radicais acontecem na nossa vida. As Escrituras mostram que quase todos aqueles que tiveram um encontro com Deus foram imediata e permanentemente transformados. Apesar disso, de algum modo temos dificuldades para entender que é esse mesmo Deus das Escrituras que se encontra conosco hoje. Nosso primeiro e principal objetivo em ir à casa de Deus deveria ser esse tipo de encontro divino. Podemos até afirmar que experimentamos a presença de Deus nas nossas reuniões, mas geralmente não há qualquer transformação interior que o comprove.

O momento do seu encontro com Deus é determinado por ele, não por você. Pode ser através de um texto nas Escrituras. De repente, o Espírito de Deus toma a Palavra e, usando-a como uma espada de dois gumes, penetra alma e espírito, juntas e medula, discernindo pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12). Você fica totalmente exposto diante dele. Você sabe quando está se encontrando com Deus, porque ele comove cada partícula do seu ser. E ele sabe quando chega o momento oportuno, por isso seus encontros com você sempre acontecerão na “plenitude do tempo”, o tempo de Deus para sua vida.

O Encontro de Isaías com Deus

No capítulo seis de Isaías, vemos um dos mais notáveis encontros entre Deus e um homem. Deus sabia exatamente onde estava o problema de Isaías, por isso preparou um encontro perfeitamente adequado à necessidade de mudança radical em sua vida. Isaías se viu diante da santidade de Deus. Falamos hoje sobre estar na presença da santidade de Deus, cantamos a respeito disso – no entanto não o experimentamos, de fato. Se tivéssemos a oportunidade de estar diante da santidade de Deus, garanto que reagiríamos como Isaías: “Ai de mim, estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios” (Is 6.5).

A presença e a santidade de Deus sempre expõem aquela necessidade específica em sua vida que o impede de ter um encontro mais profundo com Deus. A resposta imediata de Deus para Isaías foi tratar com seu problema dos lábios. Algo precisava vir do altar de Deus, e isso transformou sua vida. Brasas vivas do altar tocaram seus lábios, e uma coisa espantosa aconteceu. Quando seus lábios foram purificados, os ouvidos foram abertos. Deus não tocou os ouvidos, somente os lábios. Era isso que o impedia de ouvir. Deus estava falando o tempo todo, mas pela primeira vez Isaías ouviu suas palavras: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Por causa do encontro e da mudança radical, houve uma resposta espontânea de Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (v.8).

Esse tipo de encontro poderia acontecer na sua vida? Você acha que existem pessoas para as quais Deus anseia muito enviá-lo? Você não acha que as multidões de povos não-alcançados ao redor do mundo estão pesando no coração de Deus, a ponto de levá-lo a procurar por alguém que atenda ao seu apelo: “Quem há de ir por nós?”? Além de tudo isso, ainda pesa sobre ele a tarefa de retirar do nosso coração aquilo que nos impede de ouvir e responder à sua voz.

Talvez a plenitude do tempo de Deus para você seja agora. Talvez, durante semanas ou meses, tenha havido uma santa inquietude no seu coração, levando-o a dizer: “Com certeza Deus tem mais para a minha vida do que apenas participar de cultos e atividades religiosas. Com certeza há algo mais”. E Deus está lhe respondendo: “Realmente há mais – e sempre houve –, contudo você deixou que a cultura contemporânea o envolvesse em atividades religiosas, tirando-o do relacionamento íntimo comigo”. Talvez hoje seja o momento especial de Deus para você; talvez este seja o tempo do seu encontro com Deus!
A chave do encontro não estava com Isaías. A chave estava com o Deus de Isaías, exatamente como a chave não estava com Abraão e, sim, com o Deus de Abraão. O Deus que se encontrou com eles é o mesmo que está aqui para nos encontrar. Você está pronto? Está buscando uma mudança em sua vida como a que aconteceu a diversas pessoas nas Escrituras, trazendo-lhes a revelação do coração de Deus?

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